| Papo de
Sambista |
| Por
Valdo Rosa |
valdo-rosa@hotmail.com |
IMPORTÂNCIA : A escola de samba nasceu para ser apreciada pelo povo e por ele ser integrada. Feliz foi o dia, em que alguém, inspirado pelos Deuses, sonhou com uma hitória contada atravéz do canto e da dança caricaturada com trajes especificamente criado para a narrativa.
Quando os Deuses inspiraram a criação da primeira escola, já sabiam que esse universo Divino, como tudo o que é sagrado, precisava do equilíbrio e da magia, contidos na Harmonia; essa que desde o primeiro desfile, consegue transformar o sonho em um soneto, que tem o seu rítmo melódico-poético própio e imutável, que encanta pelo seu infinito de idéias e movimento.
Escola de samba ou soneto? Não importa. Ambos se confundem na métrica, no rítmo, na emoção, na beleza e no encantamento.
O poeta, ao criar o soneto, necessita organizar o sentimento e harmonizar as idéias. Na escola de samba, esse poeta é o Diretor de Harmonia. É ele quem organiza a métrica da multidão, que desfila desenfreada pela emoção, quem consegue manter o equilíbrio e o entrosamento entre o rítmo e o canto, quem comanda uma parafernália de brinquedos de cordas , cada qual no seu estilo, que disparam, se misturam, embaralham sem destino, na ausência de um menino que dê sentido a brincadeira.
O menino-Diretor de Harmonia, é o mesmo de outrora mas, o briquedo modernizado, agora tão envolvido com o advento-tecnológico terceiro milênio, esqueceu-se que nenhuma tecnologia é capaz de criar a emoção que é incontrolavel; somente quem a conhece e que dela se inspira, é capaz de lhe ter o respeito necessário para controlá-la.
Atualmente nas escolas de samba, a preocupação gira em torno dos criadores de sonho.
- Os carnavalescos; figuras que, sem dúvida, são dotados de criações estéticas mas, não possuem o conhecimento necessário para equilibrá-la, no momento em que se concretiza.
- Os compositores, hoje não tão poetas, se tornaram mecanizados demais; o samba-enredo tornou-se um quebra-cabeças, montado gradativamente, sem qualquer expressão ou muito sentido.
- A bateria, buscando o enobrecimento, afastou aos poucos a beleza da sua identidade, e começa a acreditar que é celebrada por um aglomerados de robôs.
- As fantazias sobrecarregadas de ricas pedrarias, afastam o humilde pierrô de sua colombina, ofuscado por tanto brilho e falta de sencibilidade; a escola se afasta aos poucos, da sua comunidade(seu chão).
Nesse cenário tão diferente, modificado com o passar do tempo, o Diretor de Harmonia, ainda é o único que se mantém idêntico. Ele continua, como sempre, envolvido com a harmonização do espetáculo, com o equilíbrio de todos os segmentos, o único que possui o poder de perpetuar a essência, a tradição, a beleza e a importância dessa cultura popular. Devemos portanto, preservá-lo e acima de tudo, respeitar suas raizes e conhecimento.
Precisamos estar conciêntes da importância do QUESITO HARMONIA e do verdadeiro papel do Diretor de Harmonia em uma escola de samba, da paixão quase sufocante pelas cores do pavilhão, pelo trabalho junto a comunidade e pelo equilíbrio de todo conjunto que pulsa na avenida.
Mudar de escola ano após ano, sem qualquer apego, não é exatamente a imagem ideal para um Diretor de Harmonia do terceiro milênio, pois que é nesse momento de transformação, que precisamos estar ainda mais enraizado do que nunca as nossas origens.
Com relação ao QUESITO.: Harmonia, em desfile de Escola de Samba, é o entrosamento entre o rítmo e o canto. Para conceder notas de XX a 10 devemos observar:
Primeiro, a perfeita igualdade do canto do Samba-Enredo, pela totalidade dos componentes da Escola, em consonância com o “Puxador”(Cantor Intérprete do Samba); e
Segundo, a manutenção de sua tonalidade.
Penalizar:
Primeiro, a falta de harmonia do canto, ou seja, a ocorrência do fenômeno chamado de “atravessamento do samba” que acontece quando uma parcela dos componentes canta uma parte da letra, enquanto outra parcela, concomitantemente, canta outra parte da mesma letra, entoando outros versos; e
Segundo, a ausência do canto do Samba-Enredo, em segmentos da Escola; e
Terceiro, a falta de harmonia do samba, que pode ocorrer quando houver divergência entre o rítmo imprimido à Escola pela Bateria, que não é mantido e/ou acompanhado pelo canto da melodia do Samba.
Não levar em consideração:
Primeiro, a eventual pane no carro de som e/ou no sistema de sonorização da Avenida; e
Segundo, questões inerentes a quiasquer outros Quesitos.
“O APITO QUE NÃO APITOU”
Ano 2009. Primeira década do século. O dia em que o apito do Diretor de Harmonia não apitou. Com o decorrer dos anos não há como se deixar de evoluir. A modernização é decorrência natural, e quem a ela não aderir estará sugeito a insucessos, não só para ele, mas também para aqueles que comanda. É claro que certas tradições têm de ser preservadas, já que exteriorizam e marcam nossa sadia cultura, nosso berço, enfim, a razão de nossa existência. Mas de aí a negar-se e renunciar-se à realidade atual é contraproducente, é avalizar sua própia decadência. O Diretor de Harmonia de uma agremiação tradicional detém em suas mãos uma responsabilidade extrema, não só por ter que lidar com todo o universo de sua comandada, envolvendo a Presidência, Diretoria em geral, Comissão de Carnaval, Carnavalesco, Presidente de Alas, Puxadores de Samba, Baianas, Velha-Guarda, Compositores, Bateria, Passistas enfim, todos aqueles que compõem a sua Escola, sendo que se todos não agirem sob plena Harmonia, ela estará sugeito ao ridículo, ao nocivo comentário da opnião pública.
Portanto, Senhor Diretor de Harmonia, mantenha as tradições, mas evolua!!! Admita a modernização de forma a trazer para seus comandados a satisfação e a alegria de poderem afirmar da sua competência, não só como um tradicionalista, mas como um tradicionaliasta que teve a elogiável capacidade de modernizar, sem perder a tradição. Dialogue, admita sugestões, procure, sem melindres, com humildade, por todos aqueles que de você dependem, aí sim você será sempre o inesquecível, o imprescindível e insubstituível “Comandante da Avenida”. O “Grande Maestro da Escola”, pois só a você que detém a maior responsabilidade, sem sombra de dúvidas, pelo desejado glorioso desfile de sua Escola, tais títulos poderão ser atribuidos.
AÍ O APITO APITA.
Não há como resistir aos encanto de uma bela evolução do par que pode ser o mais charmoso do carnaval. Com charme, elegancia e muito samba no pé eles atravessam a avenida num bailado coordenado e, em meio a reverências ao pavilhão da escola e saudações ao público, têm a responsabilidade de garantir pontos importante para a classificação da agremiação. São os Casais de Mestre-Sala e Porta Bandeira, que foram inspirados nos pares que saíam nos ranchos carnavalescos e, mais tarde, conquistaram importante destaque nas escolas de samba.
A responsabilidade é grande, mas eles quase sempre tem dado conta do recado. Em comum têm a paixão pela Escola e o amor pelo trabalho. A receita para o sucesso, segundo alguns que conheço, é ter disciplina e capacidade de sonhar. “É preciso dedicação, entrosamento, harmonia e, na hora do trabalho, entrar com garra e determinação”, “mas não podemos esquecer de sonhar. Todas as conquistas começam movidas por um sonho”. Reconhecido ou não pelo público como o par nota 10 das escolas de samba, eles ensaiam o ano inteiro para fazer bonito na hora de defender sua escola, criam suas própias coreografias, que vão aperfeiçoando no decorrer dos ensaios, além do treinamento particular os casais ainda frequenta os ensaios na quadra de sua escola, sempre buscando o entrosamento entre si e com os demais casais que desfilam em sua agremiação.
Com relação ao QUESITO para conceder notas xx a 10 pontos de acordo com o manual proposto, devemos observar:
1º a exibição da dança do casal, considerando-se que não “sambam” e sim executam um bailado no rítmo do samba, com passos e características própias, com meneios, mesuras, giros, meias-voltas e torneados, sendo obrigatória sua exibição diante dos módulos de julgamento, para que possam ser avaliados;
2º a harmonia do casal que, durante a sua exibição, com graça, leveza e majestade, deve apresentar uma sequência de movimentos coordenados, onde fique evidenciada a apresentação do casal;
3º que a funçao do Mestre-Sala é cortejar a Porta-Bandeira, bem como proteger e apresentar o Pavilhão da Escola, devendo desenvolver gestos e posturas elegantes e corteses, que demonstrem reverência à sua dama (Porta-Bandeira);e
4º que a função da Porta-Bandeira é conduzir e apresentar o Pavilão da Escola, sempre desfraldado e sem enrolá-lo em seu própio corpo ou deixá-lo sob a responsabilidade do Mestre-Sala; e
5º a indumentária do casal, verificando sua adequação para a dança, a impressão causada pelas suas formas e seus acabamentos.
Penalizar de acordo com o manual proposto que mudam de acordo com o Estado/Municípios:
1º a ocorrência de acrobacias e qualquer outro tipo de movimentação que nada tenha a ver com esse tipo de dança; e
2º a queda e/ou perda, mesmo que acidental, de parte da indumentária como, por exemplo, sapatos, resplendores, chapéus, etc.
Não levar em consideração:
1º o eventual desfile de primeiro Mestre-Sala e/ou primeira Porta-Bandeira que já tenha participado, no mesmo ano e na mesma função, de outros desfiles, mesmo que em grupo diferente e, até mesmo, individualmente ou formando dupla com qualquer outro(a) parceiro(a); e
2º a eventual substituição, durante o desfile, do Casal em julgamento, e
3º questões inerente a quaisquer outro quesitos.
OS RODOPIOS DA PORTA-BANDEIRA & DO MESTRE-SALA
Muita gente tem se queixado e com razão. Tanto os analistas da imprensa, quanto pessoas que assistem os desfiles das escolas de samba como eu, reclamam da contida exibições que os mais famosos casais das escolas de samba faz durante o desfile. Excetuando a sempre caprichada apresentação para os jurados do QUESITO, o que se constata é que Mestre-Sala e Porta-Bandeira passam cumprimentando os camarotes e as arquibancadas, mas dançar mesmo que é bom… só de vez em quando.
Já se foi o tempo de Delegado e Neide, Vilma e Benício, e alguns outros poucos casais que se exibiam com prazer, para todos, ao longo da pista de desfile. Conversando isoladamente como costumo fazer com Porta-Bandeiras e Mestres-Sala, ouví algumas explicações de que parte do problema se deve ao peso das fantasias. Até pode ser, mas cabe a eles resolver com o Diretor de Carnaval e Carnavalesco este assunto. O que parece não ser justo é que o público em geral, os torcedores da escola, em particular, sejam privados daquele que é, sem dúvida, um dos mais belos momentos de um desfile: a apresentação da bandeira através da coreografia sempre refinada e elgante do casal, ou dos casais, porque na maioria das agremiações são dois e até três as duplas que tem esta grande responsabilidade.
Vamos conferir o que vai acontecer no desfile de 2010, nós Diretores de Harmonias devemos levar em conta este detalhe, que é fundamental para a boa apresentação das Escolas e para a alegria do público que lota a Sapucaí.
Até o próximo QUESITO.
Quando os primeiros acordes da Bateria de uma escola de ponta envadem a Sapucai, a platéia entende porque ela tem a tradição de nota máxima ou não. Os tantos componentes (150/200/300), num rítmo contagiante, dividem-se tocando cuicas, pandeiros, tamborins, chocalhos, surdos de marcações de primeira, de segunda, de terceira, repiniques ou se prefirirem(repiques) e caixas(quase já não se vê mais taróis). É necessário fazer uma distribuição ordenadas dos estrumentos para que cada um deles emita o som ideal no ambiênte. De acordo com o Mestre, primeiro vêm as cuicas e os pandeiros, seguidos pelos tamborins e os chocalhos, que dão as frequência média, as marcações, nas laterais e no miolo, com as caixas e os repiniques, a intenção de quase todos os mestres é fazer com que, a cada ano, a bateria se supere. Para eles , o máximo desse ano é pouco no ano que vem.
Com relação ao QUESITO, Os julgadores de acordo com o manual proposto que muda a cada ano, para conceder notas de 05 a 10 devemos observar: PRIMEIRO a manutenção regular e a sustentação da cadência da Bateria em consonância com o samba-enredo; SEGUNDO a perfeita conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos; e TERCEIRO a versatilidade da bateria, esclarecendo que a versatilidade poderá se expressar atravéz da coesão do rítmo resultante da dinâmica dos seus instrumentos e/ou através da ocorrência de “paradinhas” e/ou “convenções”.
Não leve em consideração: PRIMEIRO a quantidade de componentes de cada bateria, no que se refere ao limite mínimo de componentes fixado pelo regulamento proposto; e SEGUNDO a utilização de instrumentos de sopro ou qualquer outro artifício que emita sons similares; e TERCEIRO o fato de qualquer bateria não parar de fronte às cabines de julgamentos e/ou não estacionar no 2º recuo(entre os setores 09 e 11), tendo em vista que não é obrigatória aquela parada e/ou esse estacionamento; e QUARTO a eventual pane no carro de son e/ou no sistema de sonorização da Avenida; e QUINTO questões inerente a quaisquer outros quesitos.
Lembrando que a Bateria da nossa Escola pode contar com mais de trinta mulheres, e pode chegar a levar mais de 300 componentes. Em nome da qualidade, reduz-se a quantidade. “Não adianta colocar muita gente, se menos pessoas conseguem o mesmo efeito”, diz o mestre. O segredo do ótimo desempenho, tem suas bases no Amor e na dedicação, “O coleguismo tem de prevalecer acima de tudo. O ritmista toca com carinho e dedicação. É isso que traz um bom resultado na sua totalidade. Nimguém é uma estrela, somos uma COSTELAÇÃO”.
SER RITMISTA É TUDO ISSO!
ѕєя яιтмιѕтα, é ѕєя ∂ιѕ¢ιρlιиα∂σ
ѕєя яιтмιѕтα, é яєѕρєιтαя σѕ ∂ιяєтσяєѕ
ѕєя яιтмιѕтα, é яєѕρєιтαя ασ мєѕтяє
ѕєя яιтмιѕтα, é тяαтαя α яαιинα ¢σмσ тαℓ
ѕєя яιтмιѕтα, é яєѕρєιтαя є αмαя ѕєυ ρανιℓнãσ
ѕєя яιтмιѕтα, é ѕє ∂ινєятιя, ∂ινєятιи∂σ σѕ συтяσѕ
ѕєя яιтмιѕтα, é тєя ¢αℓσѕ, ∂σяєѕ, qυє ναℓєяαм α ρєиα
ѕєя яιтмιѕтα, é αмαя, α¢ιмα ∂є тυ∂σ σ ѕαмвα
ѕєя яιтмιѕтα, é ¢σиfιαя єм ¢α∂α υм ∂σѕ qυє тσ¢αм נυитσ ¢σитιgσ
ѕєя яιтмιѕтα, é ¢αитαя נυитσ ¢σм σ ιитєяρяєтє
ѕєя яιтмιѕтα, é ємσ¢ισиαя мιℓнõєѕ єм αρєиαѕ 1.22мιиυтσѕ
ѕєя яιтмιѕтα, é ¢σяσαя υм тяαвαℓнσ ∂є υм αиσ ∂є υмα ¢σмυиι∂α∂є
ѕєя яιтмιѕтα, é тєя σ ιиѕтяυмєитσ ¢σмσ ραятє ∂є ѕι
ѕєя яιтмιѕтα, é иãσ ѕó тσ¢αя ραяα тσ∂σѕ, є тαмвéм, тσ¢αя ραяα ѕι
ѕєя яιтмιѕтα, é тєя σ ρυℓѕαя ∂σ ¢σяαçãσ à вαтι∂α ∂σ ѕυя∂σ
ѕєя яιтмιѕтα, é яєиαѕ¢єя α ¢α∂α νєz qυє σ яєριqυє fαz α єитяα∂α
ѕєя яιтмιѕтα, é вαℓαиçαя ασ ѕσм ∂αѕ ¢αιχαѕ
ѕєя яιтмιѕтα, é єѕρєяαя σѕ єиѕαισѕ ¢σмσ ѕє єѕρєяαѕѕє υм óяgãσ νιтαℓ
ѕєя яιтмιѕтα, єиfιм, é тυ∂σ!!!!…PARABENS.
Sou discreto, reservado e observador. Não tenho limitações mentais e sei que posso e mereço chegar ao melhor em todos os sentidos.
Valdo Rosa
Alguns “amigos/conhecidos” me enviaram e-mails e ligações pedindo para comentar sobre disputa de samba-enredos que prefiro denominar de “guerra musical”, por ser compositor e não mais entrar em “guerra musical” devido ter sofrido juntamente com a minha família várias injustiças com brigas e chororôs. Hoje sinto junto com os injustisados, mas fazer o que? É vida que segue. Prefiro não comentar, se realmente queremos ajudar a agremiação em sua meta, devemos abraçar a obra campeã sendo a nossa ou não.
Com relação ao título quesito samba-enredo: devemos observar a capacidade de sua harmonia musical facilitar o canto e a dança dos desfilantes. Avaliando a Letra e a Melodia do Samba-Enredo apresentado.
A LETRA 1º é a interpretação literária do Enredo, que tem a função de trans mitir o conteúdo desse Enredo, em desfile; e 2º A LETRA pode ser descritiva ou interpretativa, sendo que a letra é interpretativa a partir do momento que conta o Enredo sem se fixar em detalhes, mas contendo, implicitamente, a idéia dos pricipais itens do Enredo.
Para conceder notas de 02 a 04 pontos, de acordo com o manual proposto, o julgador deve observar:
1º a sua adequação ao Enredo;
2º a sua riquesa poética, sua beleza e seu bom gosto;
3º a sua objetividade, clareza e precisão, sem a preocupação com a rigidez da gramática tradicional e ;
4º a sua adaptação a melodia, ou seja, o perfeito entrosamento de seus versos com o desenho melódico.
A MELODIA Para conceder notas de 03 a 06 pontos, de acordo com o manual proposto o julgador deve observar:
1º a sua riqueza melódica, sua beleza e o bom gosto de seus desenhos musicais;
2º a capacidade de sua harmonia musical facilitar o canto e a dança dos desfilantes e;
3º a sua característica musical própia, enquanto rítmo de samba.
Não levando em consideração:
1º a inclusão de qualquer tipo de merchandising (explícito ou implícito) em Sambas-Enredos;
2º a eventual pane no carro de son e/ou no sistema de sonorização da Avenida e;
3º questões inerentes a quaisquer outros Quesitos.
Isto foi só para intendermos melhor o que foi proferido pelo nosso Presidente Dr. Ney Fillard no momento antes do resultado da final de Samba-Enredo.
Após falarei dos outros quesitos, mas não obedecendo a orden nas apurações.
Inté
As escolas de samba desfilaram em vários palcos, cujas estruturas (as arquibancadas, em especial) eram montadas e desmontadas a cada ano. A falta de um local específico fez com as apresentações migrassem para vários pontos do Centro do Rio: Praça Onze, Candelária, Mangue e avenida Rio Branco, Presidente Vargas, Presidente Antonio Carlos, Graça Aranha e rua Marquês de Sapucaí. Embora cada um desses locais tenha ambientado momentos importantes da hitória e do crescimento do carnaval carioca, foi justamente a evolução dos desfiles que requisitou uma infra-estrutura à altura do espetáculo: um palco fixo por onde pudessem passar as escolas de samba, as grandes estrelas do nosso carnaval.
A Avenida dos Desfiles, popularmente chamada de Sambódromo, hoje por lei denominada Passarela do Samba, foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e fica localizada no coração da cidade, na rua Marquês de Sapucaí. Construida em apenas 120 dias, sua estrutura reúne números bastantes expressivos: são 700 metros de extensão por 13,5 de largura, capacidade para receber quase 60 mil pessoas por dia, cerca de 300 banheiros e 35 bares. A criação desse local definitivo para os desfiles das escolas de samba, idéia defendida pelos sambistas, tornou-se realidade no dia 02 de março de 1984, ano em que também teve início uma nova era na história do carnaval carioca com a fundação da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). As 10 maiores agremiações desligaram da Associação das Escolas de Samba e passaram a fazer parte dessa nova entidade sob a denominação de Grupo Especial. A partir daquele ano, a Liesa passou a ser responsável por toda a parte artística do desfile deste grupo, cabendo a Riotur os procedimento legais para a sua realização. As demais escolas continuaram subordinadas à Associação das Escolas de Samba e, consequentimente à Riotur.
A criação da Liesa partiu da iniciativa de Ailton Guimarães Jorge (Vila Isabel), Anizio Abraão David (Beija-Flor), Djalma Santos (Mangueira), Luizinho Drumond (Imperatriz Leopoldinense), Maurício Gazele (União da Ilha), Miltão (Salgueiro) e Carlinhos Maracanã (Portela), com o aval de Castor de Andrade (Mocidade Independente de Padre Miguel). A ata de fundação é datada de 24 de Julho de 1984, e daquela reunião participaram os presidentes do Salgueiro, Beija-Flor, Mocidade Independente de Padre Miguel, Mangueira, Vila Isabel, Portela, Caprichosos de Pilares, Imperatriz Leopoldinense, Império Serrano e Nossa União da Ilha. Foram presidentes da Liesa: Castor de Andrade, Anizio Abraão David, Paulo de Almeida, Jorge Luiz Castanheira, Djalma Arruda, Ailton Guimarães e novamente Jorge luiz Castanheira.
Sob a organização da Liesa, o desfile das escolas de samba alcansou um outro patamar. Várias foram as lutas, mudanças e conquistas das escolas de samba, o que, em consequência, engrandeceu o carnaval carioca.
A Máxima de que o carnaval é o maior espetáculo da terra não é lugar-comum é fato. O desfile das escolas de samba cresceu, e muito! E para acompanhar essa evolução os responsáveis pelo carnaval acertaram em cheio quando abriram os olhos e as mentes e decidiram valorizar, ainda mais, a concepção desse evento. Os sambistas agradecem: agora o samba não agoniza e, consequentemente, não morre.
A Deixa Falar, do bairro do Estácio, é considerada, históricamente, a primeira escola de samba do Rio de janeiro. Fundada no dia 12 de agosto de 1928, reuniu “bambas” do samba como Ismael Silva (que será Homenagiado em 2010 pelo nosso G.R.E.S. ACADÊMICOS DO DENDÊ), Alcebíades Barcelos (Bide) e Nilton Bastos. No entanto, há quem afirme que a agremiação foi, na realidade, um bloco carnavalesco e, mais tarde, rancho. O título de escola de samba teria sido conquistado por ter sido fundada por sambista considerado “professores do novo tipo de samba”. Ismael Silva, em depoimento ao radialista Hilton Abi Riham no ano de 1975, falou sobre a origem da Deixa Falar. “Os outros bairros tinham agrupamentos carnavalescos e nós criamos o agrupamento organizado com quinhentas, mil pessoas. Isso era Escola de Samba.” Depois vieram a Estação Primeira de Mangueira, Unidos da Tijuca, Portela e tantas outras.
O surgimento de várias agremiações acabou despertando a idéia de uma disputa entre elas. Foi o jornalista e diretor do jornal “Mundo Sportivo”, Mário Filho (a quem também são atribuídos a criação da crônica esportiva moderna no Brasil e a idéia de construir-se o Estádio do Maracanã, que acabou recebendo seu nome), quem criou, em 1932, o primeiro desfile das escolas de samba, realizado na Praça Onze. A repercução foi tão grande que no ano sequinte o desfile passou a fazer parte do programa oficial do carnaval carioca.
Em 1934 as agremiações se apresentaram no Campo de Santana, em homenagem ao prefeito Pedro Ernesto, e decidiram fundar a União das Escolas de Samba. Naquele mesmo ano surgiu o primeiro Rei Momo, chamado na ocasião de “carne e osso” pelo fato de estar representado por uma pessoa e não mais por um boneco de papelão.
Em 1935 as escolas de samba foram oficialmente reconhecidas e tiveram que legalizar sua situação na Delegacia de Costume e Diversões, passando a receber subvenção da Prefeitura. A partir daí, surgiram várias entidades com o objetivo de organizar ainda mais os desfiles como a União Geral das Escolas de Samba, a Federação das Escolas de samba e a União Cívica das Escolas de samba. Em 1952, com a fusão da Federação e da União Cívica, deu-se a origem à Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ).
Em 1960, Fernando Pamplona e sua equipe – Dirceu e Marie Louise Nery, Arlindo Ridrigues e Nilton Sá – iniciaram no Salgueiro um trabalho que revolucionou a estética dos carnavais de escolas de samba com o enredo Quilombo dos Palmares. No ano sequinte, a Mangueira também inovou e levou para a Avenida amplificadores para sonorizar o samba cantado por Jamelão.
Em 1962, a construção de arquibancadas na Avenida Rio Branco e a venda de ingressos ao público deram inicio a um processo de comercialização irreversível. No ano seguinte, o desfile foi transferido para a Avenida Presidente Vargas, atingindo o auge do romantismo. O lançamento do primeiro LP de sambas-enredo, em 1968, marcou o surgimento do investimento artístico no espetáculo e a “invasão” do rítmo nos salões. Em 1975, a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro S/A – Riotur – , criada três anos antes, estabeleceu um novo critério de pagamento às agremiações carnavalescas, que passaram a assinar um contrato de prestação de serviços. A partir de 1976, a Beija-Flor quebrou a hegemonia das “quatro grandes” (Portela, Mangueira, Império e Salgueiro) e conquistou um tricampeonato.
(Rogério Sobrinho! Acho que te respondí)
Muito se tem discutido sobre a origem do CARNAVAL. Só para se ter uma idéia, há quem o situe há 10 mil anos a. C., nos festejos rurais, quando homens, mulheres e crianças cobrian os rostos, pintavam e adornavam os corpos e se reunião durante o verão para promoverem danças com o objetivo de afastar os demônios da má colheita ou simplesmente para comemorar o retorno ao trabalho nos campos. Há também quem credite sua origem à evolução e à sobrevivência do culto à deusa Ísis e ao touro Ápis (entre os egípcios) ou à deusa Herta (entre os teutões); aos festejos em honra de Dionísios (na Grécia) ou às Bacanais (celebração romana pelo retorno do sol e começo da primavera, durante os meses de fevereiro e março), e até mesmo às festas dos “inocêntes” e dos “doidos” (na Idade Média), que após sucessivos processos de deformação e abrandamento, teriam sido responsáveis pelos surgimento dos mais famosos carnavais dos tempos modernos, como os de Nice, Paris, Veneza, Roma, Nápolis, Florença, Colônia e Munique.
Alguns autores afirmam que o CARNAVAL já era encontrado na Antiquidade Clássica, e até mesmo na Pré-Clássica, com sua dança barulhentas, máscaras e licenciosidades. Na Idade Média, a Igreja Católica, se não adotou o CARNAVAL, chegou a tolerá-lo. No século XV, o papa Paulo II até permitiu que se realizasse na Via Lata (rua froteiriça a seu palácio) o CARNAVAL romano, com suas corridas de cavalos, carros alegóricos, batalha de confete, feéricas luminárias de tocos de velas (molcoletti), quando homens e mulheres desfilavam perante a Morte- que ouvia, impassível, as queixas dos desfilantes e depois lhes descarregava a foice.
No Brasil, ao contrário do que ocorreu em outros países, o CARNAVAL se caracterizou acima de tudo como uma manifestação do delírio coletivo, do desabafo popular e do humor ingênio das multidões que saiam às ruas para cantar sua alegrias, como se observou durante anos nos blocos dos “sujos” e nos grupos de mascarados. Tempos depois, no entanto, o CARNAVAL brasileiro perdeu, em parte, esse cunho popular e adquiriu um sentido grupal, aristocrático e clubístico, com bales suntuosos e reservado apenas às classes socioeconomicamente mais favorecidas.
Do Brasil Colonial até a primeira república, o CARNAVAL teve como pricipal manifestação o “entrudo” (do Latim intróito, entrada), trazido de Portugal por volta de 1600. Era de início, uma brincadeira violenta (como foi retratado por Debret), em que os participantes utilizavam água, gema de ovo, farinha-do-reino, fuligem, cal, alvaiade e vermelão, que empapavam -e, muitas vezes, queimavam, intoxicavam e até cegavam – as pessoas. Mais tarde o entrudo assumiu forma de maior graça e leveza, substituindo todos os elementos anteriores por limões-de-cheiro, borracha com água perfumada e bisnagas (precursoras dos lança-perfumes).
Em 1848 surgiu o Zé Pereira. Apesar de alguns autores o conciderarem de origem relativamente incerta, há quem afirme que este personagem foi o cidadão português José Nogueira de Azevedo Paredes, um sapatero que decidiu sair à rua durante os dias de folia tocando um bumbo (hoje conhecido como surdo) . Extinto no início do século XX, o Zé Pereira teve como sucessores as cuícas, os tamborins, os pandeiros, as frigideiras, etc. Há até quem diga que através desta manifestação surgiram os blocos de rua, já que o povo o acompanhava por onde ele passasse.
Até o aparecimento das primeiras escolas de samba, e seu consequente predomínio como manifestação popular, a maior atenção do CARNAVAL de rua foi o desfiles do préstilos, das chamadas Sociedades, o que ocorreu pela primeira vez em 1855. O desfile de carros alegóricos teve seu início naquele ano com o surgimento do Congresso de Sumidades Carnavalescas, primeira das Grandes Sociedades no CARNAVAL carioca. Em seguida vieram outras associações como a União Veneziana, os Zuavos Carnavalescos e a Euterpe Comercial, de onde se originaram os Tenentes do Diabo. Essas sociedades desfilavam ao som de ópera com alegorias, fantazias luxuosas, críticas e sátiras ao governo e espirituosos pufes (uma espécie de desafio guerreiro, composto em versos, que as sociedades lançavam umas às outras) e adotavam como temas os acomtecimentos mais em evidências na época.
No começo de 1900 a rua do Ouvidor era o ponto máximo do CARNAVAL da cidade, mas apartir de 1907 as atenção voltaram-se para a Avenida Central (Rio Branco, a partir de 1912), que tornou-se o palco nobre do CANAVAL carioca e por onde desfilaram as grandes sociedades, os ranchos e o corso.
Em meados do século XX, os blocos e os cordões, núcleos que originaram os ranchos e as escolas de samba, entraram em declínio. O espírito daquele período chegou ao clímax em blocos como o Bafo da Onça e o Cacique de Ramos, assim como sobrevive através da primeira mísica especialmente composta para o CARNAVAL , mais precisamente para o Cordão Rosa de Ouro: a marchinha “Ô abre alas!” (1899, de Chiquinha Gonzaga.
Com o êxito da gravação de “Pelo Telefone”, grande número de compositores e intérpretes passou a se interessar pelo gênero e outros discos surgiram destacando a novidade. As estrelas da Casa Edison não ficaria alheias e depois de Bahiano ser o pioneiro, Eduardo das Neves gravou a seguir o samba carnavelesco de Freire Junior, “Desabafo Carnavalesco”. Cadete, Nozinho e Mário Pinheiro (este era também o locutor que se ouve nas velhas gravações anunciando: “Casa Edison, Rio de Janeiro”) aparecem nos catálogos com menos frequência que Bahiano, mas aderem imediatamente.
Os Geraldos, dupla de canceonetistas que, depois do êxito no Rio de Janeiro, acaba por se fixar em Portugal, asam os palcos para divulgar o novo rítmo, chegando Geraldo Magalhães (que formou duplas com várias parceiras) a gravar o “Samba Baiano”, de sua autoria, e “Iaiá Me Diga”, de Raul Morais. Levam ao disco a mesma “Iaiá Me Diga”, “A Baianada”, “Samba Africano”, “Nhá Maruca Foi S’imbora” e “Nhá Moça”. É de se ressaltar que, em 1916, Os Geraldos foram o destaque do Carnaval com a versão de “Minha Caraboo”, estranha canção norte-americana, composta por um jamaicano e vertida para o português por Alfredo de Albuquerque.
O primeiro sucesso de Sinhô é o samba “Quem São Eles?”, de 1918, que inicia a polêmica com os frequentadores da casa da Tia Ciata. China e Hilário Jovino providenciam as respostas com os sambas “Já te digo” e “Não És Tão Falado”. O SAMBA começa a ganhar popularidade e Sinhô vai em sua esteira, lançando em 1920 “Fala, Meu Louro”, gravado por Bahiano e depois por um cantor que inicia carreira em circos de subúrbios chamado Francisco Alves.
José Luiz de Moraes, que se tornou famoso com o sambista Caninha, “estoura” no Carnaval de 1921 com o samba “Essa Nega Que Me Dá”, também gravado por Bahiano. São Paulo passa a influir no Carnaval Carioca (ao menos no estilo) e o “samba a moda paulista” de Eduardo Souto, “Tatu Subiu No Pau” é o maior sucesso em1923.
As marchas dominavam o Carnaval de 1924, mas o que ganhou as preferências foi o samba de Luiz Nunes Sampaio, “Casaco de Mulata É de Prestação”. No mesmo ano, Caninha volta a fazer sucusso, recebendo um prêmio de trezentos mil-réis em um concursso carnavalesco com sua composição “Rosinha”.
Donga que andava meio esquecido, junta-se ao compositor “De Chocolate” e volta a se projetar como criador de sambas lançando “Nosso Ranchinho”, que a Odeon grava imediatamente. Heitor dos Prazeres – que nunca deixara de estar na linha de frente – marca presença com o futuro clássico “Deixa a Malandragem Se És Capaz”.
A fase pioneira estava chegando ao final com a implantação do sistema elétrico de gravação em1927, que daí para a frente daria impulso definitivo ao SAMBA.
Embora causando grandes divergências entre pesquisadores e autores sobre suas origens, o SAMBA inegavelmente tem suas raízes fincadas no coração da Mãe África, onde se aleitou, encontrou as primeiras forças, ouviu os primeiros sons e, como qualquer recém-nascido, abriu os olhos para a vida.
Foi lá, no continente negro, onde a força mágica dos rituais religiosos, o rítmo encantador de rústicos tambores, o canto forte e uníssono de homens e mulhere que entoavam canções perdiam suas origens na ancestralidade do tempo, que ele começou a se formar e a ser formado.
O nome escolhido para seu batismo variam de região para região, de pesquisador para pesquisador, passando pela tradição oral que – de boca em boca, de geração em geração – vai modificando, amoldando palavras e designações, trocando significados, diferenciando pronuncias, transformando o vocábulo, distorcendo a palavra, que chega ao seu uso muitas vezes completamente diferente de sua forma original.
Qual seria o rítmo ancestral do SAMBA? Seria um só ou teria vários, um para cada região? Os escravos que aqui aportaram eram de distintas regiões africanas, o que justificaria a diversificação e as teses de cada historiador. Que, de qualquer forma, em uma coisa concordam: todos termos desaguaram na denominação genérico de batuque para a dança e o rítmo com que os africanos “brincavam” nos terreiros das fazendas em seus raríssimos momentos de lazer.
No Brasil, portanto, o batuque é a célula-mãe da manifestação musical popular mais importante do país e dele surgiram ramos, afluentes, tendências, que se espalharam por todo o território. Sofreram modificações rítmicas, harmônicas e de conteúdo, situando-se no ambiente rural ou urbano, subdividindo-se, voltando a se encontrar, tomando novos aspectos, dançantes, dramáticos, cantados, improvisados, em formas de cortejos religiosos ou leigos, em salões e em terreiros, em palco de grandes teatros ou em fundos de quintais.
sob nomes mais diversos, ganharam estilos e andamentos próprios, sotaques regionais, assumiram caráter romântico, jocoso, boêmio, patriótico. Centraram-se em instrumentos de sons diferentes, alguns preferindo as cordas dos violões, outros os foles das sanfonas, outro mais, a marcação fundamental dos couros.
Como rios que caminham para o mar, por mais meandros, meneios, cachoeiras e remansos que criassem em seus percurssos, o desaguar inevitável foi – de afluente em afluente – no oceano maior chamado SAMBA. Oceano que naturalmente tem suas praias, maiores e menores, chamadas samba-canção, samba-enredo, bossa-nova e tantas mais, cantadas em prosa e verso por historiadores, pesquisadores, compositores, testemunhas mais ou menos participantes da própria história. Uma história que começa no batuque e pricipia a terminar (e sabe-se lá onde vai acabar?) no SAMBA.
A grande maioria dos pesquisadores concorda que a primeira vez que a palavra SAMBA apareceu em letra de foma, na imprensa brasileira, foi no jornal satírico O Carapuceiro, editado no Recife entre 1832 e 1842, por um religioso, o padre Lopes Gama.
Em uma das ediçõse do ano de 1838, o padre se refere a “samba d’almocreves” , classificado o estilo musical como coisa própria da periferia, do meio rural (almocreve era o serviçal que se ocupava em cuidar de mulas e burros), contrapondo-o ao que se cultivava nos salões provincianos. Ali ouviam-se e dançavam-se opereta, polcas, valsas e o amaneirado lundu-canção.
antes disso, valendo-se da única forma jornalística conhecida, a tradição oral, o rítmo que os africanos trouxeram nos navios negreiros foi chamado por alguns de batuque. Mais acolá, acrescido dos chocalhos e das maracas dos índios que se chegaram aos tambores vindo d’além mar, alguns outros ouviram dizer que a tal música teria o nome de zambo. Mas, os descobridores deveriam ainda meter sua culher (ou suas violas?) no guisado, transferindo para os Trópicos a influência que os mouros plantaram na peníncula Ibérica e a coisa poderia ser conhecida mais simplismente como zambra.
Os escravos chamavam a sua dança de semba, que significaria “umbigada” ou “união do baixo ventre”, referindo-se áquilo que o Brasil era designado, no século XVI e começo do século XVII, como batuque englobando todos os rítmos e danças originárias da África.
Pesquisadores como: Luís da Câmara Cascudo, Mário de Andrade, José Ramos Tinhorão, Oneida Alvarenga, José Muniz Júnior entre outros semeiam teses sobre origem da palavra “samba” que variam de “divindade angolana protetora de caçadores” a “culto à divindade através da dança”, passando por “Sam como dar e ba como receber, sendo assim a dança do dá e do recebe”.
Aceita a palavra como definitiva, serviu de início denominar rítmos bastantes diversificados, em regiões distintas do Brasil onde apareciam o samba-lenço, o samba-rural, o samba-de-roda, o samba-duro entre outros. Até que se fixou no rítmo que caracteriza hoje mais especificamente o Rio de Janeiro, com algumas ramificações em São Paulo e com representação mais tímida no restante do país. O que não impede o SAMBA de ser a identificação musical brasileira em todo o mundo.
ATÉ A PRÓXIMA…
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